Assassin's Creed III
Desmond Miles está de volta ao que parece ser o fim de uma era. Assumindo o controle de um "novo" ancestral, Assassin's Creed III é realmente uma revolução ou apenas um passeio pela floresta?
Se existe alguma imagem disponível para descrever a franquia Assassin's Creed, seria aquela de uma figura encapuzada, no parapeito de alguma construção arranha-céu, olhando para a cidade que habita logo abaixo. Isso é o que traduz para nós aquilo que faz essa franquia especial - a incrível atenção prestada aos detalhes, arquitetura magnífica e as situações históricas que não se encontra em nenhum outro jogo - e é exatamente isso o que nos mostra suas limitações, já que é difícil de você ser completamente trasportado para dentro daquela história, como se algo estivesse no caminho impedindo que você realmente pudesse se jogar de peito em todo esse enredo.
Assassin's Creed III quebra esse paradigma. Utilizando do novo motor gráfico AnvilNext, a desenvolvedora Ubisoft conseguiu finalmente nos botar dentro da história que eles querem nos contar. Nos trazendo ambientações tão ricas em detalhe, com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, tantas pessoas que reagem cada uma de sua maneira às suas ações que é impossível não ficar um tempo parado admirando esse novo universo.
A História:
Continuando de onde paramos em Assassin's Creed Revelations, o jogo continua exatamente onde seu precursor acabou - como de costume -, com Desmond Miles e sua turma à la Scooby Doo finalmente chegando no templo em que a deusa Juno os mandou. Chegando lá, eles não sabem o que fazer, pois a história de seu antepassado está incompleta, já que tem peças faltando na trama que os impedem de abrir a porta do templo. Em uma simples conveniência de roteiro, Desmond se encontra de volta ao Animus para mais uma viagem histórica ao passado, na pele agora de Connor Kenway. Um Assassino nativo-americano que viveu na época da Revolução Americana.
Connor Kenway. Filho de um importante homem de negócios britânico com uma índia Moicana, é um Assassino em busca de vingança contra as pessoas que mataram sua mãe e queimaram a sua vila. Agora, aliado à uma Ordem lendária e preso a uma vida que não escolheu, ele vai fazer de tudo para impedir as maquinações Templárias dentro das colônias, se aliando à grandes figuras históricas como George Washington, Paul Revere e Sam Adams, trazendo assim a independência dos Estados Unidos. O Jogo nos coloca em vários momentos importantes dessa etapa da História, tais como a Festa do Chá de Boston, ou as batalhas de Lexington e Concord.
A Jogabilidade:
Existe uma frase que diz "Quanto mais as coisas mudam, mais elas ficam iguais". Este conceito se aplica totalmente a este jogo. Por mais que a mecânica esteja completamente revisada, AC III ainda é um jogo em que se aplica a mecânica de defesa/contra-ataque, feito completamente novo pela fluidez e a brutalidade com a qual Connor se desfaz de seus oponentes, e muito variado pelo tamanho de seu arsenal.
Por mais que este seja o jogo que mais focaliza em combate de toda a franquia, ainda existem as missões de infiltração e assassinato em que você não pode ser visto, o que ficou extremamente difícil em algumas partes, dados os objetivos secundários que o jogo lhe fornece.
As Batalhas Navais:
As missões navais ficaram como missões secundarias que seguem uma história não-linear. Elas consistem em simples missões de reconhecimento de uma área; escolta de navios mercantes e ferozes combates marítimos em meio a tempestades e encostas rochosas.
A mecânica é bem simples de entender, sempre com 3 tipos diferentes de tiro, como tiros normais de bolas de ferro, ou correntes para derrubar os mastros e etc. Mas já vou dizendo que nada é tão divertido ou gratificante quanto quebrar os mastros do navio inimigo e então invadi-lo. Ou ficar paralelo à ele e acabar com ele com uma única saraivada de canhões.
O Veredicto:
Assassin's Creed é de longe uma das melhores franquias já criadas, assim como uma das minhas séries de jogos favoritas desta geração. Os gráficos estão simplesmente espetaculares para um jogo de mundo aberto, com o cenário rico em vida selvagem nas florestas, e civilizada nas representações de Boston e Nova York
do século XVIII.
Alguns pequenos bugs ainda persistem, e certas ocasiões o jogo perde a velocidade devido à queda de frame rate (já que eu joguei em console). Assim como muito, mas muito raramente, dava pra se enxergar um pouco de serrilhado nas extremidades de certas localidades, mas nada de exagerado que estragasse com todo o visual e a obra como um todo. Que venha 2013 com a sequência!
O Pior: Ainda ficar preso às situações em que o jogo não obedece completamente a seus comandos. Fazendo com que você pule para o lado quando quer continuar correndo em cima do muro. Apenas os fortes entenderão.
Ótimo review Cezar. Parabéns.
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