27 de nov. de 2012

Review: Resident Evil 6


    De volta às origens e com um sistema de jogo praticamente "novo", Resident Evil 6 veio para competir com os jogos de ação de 2012. Mas a dúvida é: será que ele consegue se impor e competir com os jogos da Mainstream, ou nao vai passar de apenas um "filme B" dos videogames?


O Marketing:


No início da era de ouro dos videogames,com o advento dos jogos 3D pelo “Playstation” da Sony, a desenvolvedora japonesa Capcom nos agraciou, em 1996, com o primeiro jogo da serie Resident Evil. Desde lá, a franquia vem emplacando um sucesso atrás do outro, sempre causando grandes expectativas quando é anunciado algo novo sobre ele.
Este ano não foi diferente. No início do ano, ocorreram as polêmicas da internet sobre o projeto “S.O.P.A”, o fechamento do site Megaupload pelo FBI, e todas aquelas propagandas conspiracionistas sobre o grupo que se auto-intitula “Anonymous”, estes usando da ferramenta YouTube para espalhar sua mensagem, faziam vídeos com pessoas usando a mascara do filme “V de Vinganca” e tinham como lema “Vocês não sabem quem nós somos. Mas nós sabemos quem vocês são”. Com tudo isso acontecendo, mais os boatos que a Capcom havia divulgado no fim de 2011, o palco estava preparado para uma ótima jogada de marketing.
Em paralelo com tudo isto, foi inaugurado um site na internet chamado www.nohopeleft.com. Este site – criado pela Capcom – utilizou os tablóides conspiracionistas da Anonymous para divulgar a trama de seu próximo jogo. O conteúdo do site era bem específico, vídeos de pessoas correndo nas ruas. Simbolos estranhos pintados nas paredes ao redor do globo. Arquivos de áudio de supostas conversas de um possível ataque biológico na China. Quem conheceu este site estava se perguntando “que negócio é esse?”, até que divulgaram um link com uma foto. Na miniatura da imagem do link, mostrava uma placa de transito chinesa, com o símbolo que era o ícone do site; no link dizia “Check this link. It explains everything” ( Veja este link. Ele explica tudo). Ao clicar nele, você era direcionado imediatamente à pagina do YouTube que continha o trailer de lançamento de Resident Evil 6.

A História:


Aí que está a jogada de marketing. O jogo se passa em uma cidade fictícia na China. Aqui está acontecendo o primeiro ataque bio-terrorista em grande escala, desde o jogo Resident Evil 2, em que uma cidade inteira foi dizimada (Racoon City). O mundo virou um caos. O vírus se espalhou em proporções epidêmicas. A ameaça bio-terrorista parece estar levando a humanidade para o fim de sua espécie. A historia do jogo é dividida em 4 partes que se intercalam e se complementam, sendo que cada parte é vista pelo lado de um personagem  diferente. O time é completo por alguns dos principais personagens da serie, tais como: Leon S.Kennedy, Chris Redfield, Sherry Birkin e Ada Wong; além de introduzir o novato Jake Muller ao elenco.

A Jogabilidade:

           O Grande problema com a franquia Resident Evil é que existem jogadores que cresceram com esses títulos, e simplesmente não aceitam o fato de que a mecânica do jogo mudou. Gerando assim, críticas um tanto quanto bobas à respeito. À partir de Resident Evil 4, a franquia passou a ser um jogo de ação, que apresenta alguns elementos de survival. Mas por que isso? Por que não continuar com a fórmula que fez os jogos antigos serem o que são? A resposta: Desde o jogo 4, os inimigos deixaram de ser zumbis. De lá pra cá os ataques biológicos tomaram outro rumo; surgiram outras experiências, e consequentemente outros tipos de inimigos. Mas vamos adiante.
           O jogo se passa em 4 campanhas diferentes que se cruzam e se complementam, cada uma com seu protagonista e enredo diferente.Quando tudo começou a Capcom divulgava em seus trailers que seriam quatro "modos de jogo" diferentes. A verdade está um pouco longe disso.
            Na campanha do Leon realmente nota-se o ar tenso de um survival horror que fez o nome da franquia. Para entender bem, parecia que eu estava jogando o Resident Evil 4 novamente. Aqui você tem os inimigos clássicos: os zumbis. A história gira em torno de um outbreak que ocorreu em uma universidade enquanto o Presidente dos EUA estava lá, com toda sua comitiva sendo atingida, inclusive ele.
            Já as campanhas do Chris, Jake e Ada, eu realmente senti o atraso tecnológico da "engine" desse jogo. O porque disso é que virou praticamente um jogo de tiro, e convenhamos, se imagine jogando Resident Evil 4, quando de repente seus inimigos começam a atirar de volta.
            A engine é meio atrasada por uma série de fatores, vamos a eles:
  • Para você se esconder e entrar em cobertura contra os tiros em algum murinho ou uma parede, você tem que: Segurar o botão que mira, chegar perto da cobertura e apertar o botão indicado na tela (no meu caso o "X")
  • A câmera não ajuda em praticamente nada durante os combates, já que ela fica perto o suficiente do personagem para você não ver o que está acontecendo do seu lado.
  • Na versão de console pelo menos, até os gráficos chegavam a atrapalhar. Uma hora eles estavam lindos, parecia que eu estava jogando uma CG. Quando de repente dava um brilho, ou uma explosão - algo que deixasse o segundo plano mais claro - fazendo com que aparecesse todo aquele serrilhado que chegava a deformar a forma do personagem e/ou do cenário.
          

O Veredicto:

            Por mais que Resident Evil 6 seja um jogo um tanto quanto atrasado para a tecnologia que temos hoje, e por mais que seja cheio de defeitos. Realmente não deixa de ser um dos jogos imperdíveis deste ano. Completando todas as 4 historias, o jogo deve durar entre 30 a 40 horas. E se você é mais um maníaco viciado em troféus e conquistas, esse "pequeno" tempo de jogo deve dobrar.

O Melhor: Cenas de ação de cair o queixo e uma história bem contada e envolvente são o ponto forte deste capítulo da série.

O Pior: Tirando os defeitos já citados, o pior seria a dificuldade absurda do modo Professional. É o modo mais difícil? É. Mas joguem para ver, aí me entenderão.


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