Este ano está sendo um bom ano para os gamers - mais especificamente os Sonystas -. Tivemos o anúncio dos consoles de nova geração, o Playstation 4 da Sony e o Xbox One da Microsoft, e junto com isso veio a lista imensa de jogos que já estão sendo produzidos, esse posta tratará dos jogos que sairão logo no lançamento, focando mais no ps4.
Quando li a notícia de que até o final de 2014 já teremos 140 jogos lançados para o ps4 minha cabeça quase explodiu, sendo que 30 desses são exclusivos, e 20 deles saem ainda este ano. Como é quase impossível acompanhar TUDO devido ao excesso de informação, brevemente aqui estão os principais jogos.
Final Fantasy XV
Desde a e3 de 2006 esperávamos por este jogo. Ainda chamado de Final Fantasy Versus XIII, com o passar do tempo se tornou um projeto grandioso demais para o Playstation 3, e a cada dia que se passava fomos ouvindo cada vez menos dele.
Ambientado em um reino cercado por água chamado Lucis, podemos ver pelo trailer da e3 deste ano que o jogo abandonou o sistema de turnos e que podemos controlar o personagem que quisermos, enquanto os outros tomam suas ações por conta própria.
Metal Gear Solid V: The Phantom Pain
O que falar desse jogo? Eu não sou um fã hardcore die hard de Metal Gear Solid, joguei apenas o primeiro pois não tive oportunidade de jogar os outros, mas CA-RA-CA o que foi aquele trailer de 10 minutos da e3?
Uma história mais pesada, espionagem tática em mundo aberto, temas como "vingança" e "raça" são o eixo em que a trama se suporta.
Apenas comentando algo que notei - que também acho que todo mundo percebeu -, foi a ligação direta que este capítulo do jogo vai fazer com o MGS 1, por ser um prequel. Da pra perceber claramente que o moleque Eli que aparece no trailer é o Liquid Snake no MGS 1.
"Um jovem que amaldiçoa seu futuro" - Trecho que remete ao diálogo entre os irmãos no final do primeiro MGS.
Puts, é tanta coisa pra falar sobre este jogo que vou deixar para o review depois dele lançar. Personagens novos, engine nova, um prólogo separado do gameplay principal - se você está pensando em Ground Zeroes, acertou - dublador novo para o Snake - Kiefer Sutherland vai dar voz ao espião -, e o pior mistério de todos: Quem é o Snake de MGS V, seria o Big Boss? Seria o Gray Fox? Se ele é o Big Boss, então por que mudar a coloração dos olhos, assim como mudar o dublador, sendo que este jogo acontece antes de tudo o que já vimos?
Minha cabeça está prestes a explodir, então fiquem com o trailer caso não tenham visto.
The Witcher III: Wild Hunt
Este jogo, senhoras e senhores é um dos que me deixou animadasso!
Não sou muito de me empolgar com jogos de RPG. Claro, tenho vários, como Dragons Dogma, Skyrim, Tales of Graces e etc, mas não é nada que me faça sair correndo para a loja mais próxima para comprar. Lendo notícias sobre o jogo, vi o que o designer de missões, Mateuz Tomaszkiewicz, falou a respeito deste título.
"Você pode ter certeza que cada decisão sua trará consequências significantes, mas estas consequências não serão óbvias."
Tá...tudo bem. Pensei comigo mesmo que seria mais um desses jogos que dizem isso e não cumprem, ou mais algo no nível do Heavy Rain. Me aprofundei em como funcionaria este jogo e olha só:
Primeiro: Das 100 horas mínimas de jogo, 50 serão apenas para você terminar a história.
Segundo: Geralt agora possui 96 sequências de ação (contra 20 do jogo anterior), sendo que estas não são roteirizadas, ou Quick Time Events.
Terceiro: O mapa será 20% maior que o mapa de Skyrim, e como se isso não fosse o suficiente, não haverá nenhum loading de transição ao entrar em uma dungeon ou em uma cidade.
Quarto: O sistema de escolhas parece que vai ser como deveria ter sido no Skyrim. Por exemplo, se você mata um comerciante, isso pode fazer com que as outras lojas da região entrem em falência, caso estas dependessem da loja de sua vítima.
Quinto: Com base nisso, o jogo traz 36 finais distintos, sendo que a variação mínima do que voc~e faz pode elevar este número a outro nivel.
Sexto: Até agora foram confirmados 80 tipos de monstros que vagam livres pelo mundo aberto. Não haverá encontros com Boss, mas cada luta vai ser tão desafiadora quanto, devido à inteligência artificial deles.
Acho que não preciso falar mais né?
Watch Dogs:
Provavelmente eu vou acabar me repetindo muito aqui, mas este foi o jogo que me vez molhar as calças.
Espionagem, hackers, porradaria, conspiração, recriação REAL de uma cidade - Chigaco - e gráficos lindos são poucos dos inúmeros aspectos que fazem desse um possível vencedor do The Videogame Awards deste final de ano.
O jogador vai entrar na pele de Aiden Pierce, sua motivações, assim como sua história são ainda obscuros, mas sabemos que ele é uma espécie de vigilante que caça, mata e/ou expões os crimes de suas vítimas para o mundo.
Com um simples toque na touch screen de seu celular, Aiden é capaz de interagir com a tecnologia da cidade toda, das maneiras mais variadas possíveis. Desde hackear o celular de um civil aleatório para descobrir a senha para a sua conta no banco, até desativar os semáforos para causar um acidente catastrófico apenas para fugir da polícia, interagir com a tecnologia da cidade será apenas questão de raciocínio rápido.
Assim como o sistema de caça e caçador do multiplayer dos Assassin's Creed, em Watch Dogs vai funcionar da mesma maneira, ainda que um pouco diferente. Pra começar que o modo multiplayer deve ser ativado ou não. Ele vai acontecer em tempo real no mundo aberto do single player, e de todas aquelas pessoas na rua, andando do seu lado, alguma delas ali pode ser outro jogador. Se você descobrir quem é, você pode caçá-lo e matar o vagabundo...e vice-versa.
The Division:
As duas cenas acima não são capturas de imagem de alguma animação promocional do jogo. Aquilo ali é o jogo rodando em um Playstation 4.
Pois é, eu sei. Olha essa merda.
O jogo acontece em uma Nova York devastada por uma epidemia de uma gripe que se espalhou pela cidade através do dinheiro que circulou durante as vendas da famosa Black Friday.
Estando o país todo separado em zonas de quarentena, o jogador deve sobreviver com sua equipe em busca de alimento, medicamento, roupas e etc. Devo reforçar que a ambientação não é de anos depois da epidemia, em um mundo pós apocalíptico, e sim durante a decadência do planeta, significando que as coisas ainda podem ser restauradas. Os fios de luz ainda estão inteiros, torres de celular, rádio e etc. ainda podem ser reativadas.
Ah é, as palavras, Online Multiplayer RPG significam alguma coisa será?
Destiny:
Continuando na safra dos Multiplayers Online, vem o FPS da Bungie - criadora da séria Halo - que mistura Borderlands com...bom, muita coisa. É tanta coisa para falar que é mais fácil deixar para o review, toma aí o vídeo na sua cara.
A lista de jogos continua. Para não estender ainda mais este post gigante, os jogos que faltaram são:
Quando pensamos na Naughty Dog, imediatamente nos vêm à mente a imagem de Crash Bandicoot, mascote da Sony e principal protagonista do PSOne, e do recente Nathan Drake, caçador de tesouros galã e sarcástico da série multi-ganhadora de premios Uncharted.
"Aff, mais um jogo de pós apocalipse...provavelmente vai ser outro jogo de zumbi a empoeirar as prateleiras dos gamers afora."
Este foi o primeiro pensamento que eu tive quando ouvi as pessoas que comentavam sobre este novo projeto exclusivo para o PS3, e realmente, quando fui ver o primeiro trailer te The Last of Us, não sabia o que esperar.
Meus pensamentos se enxeram de esperança já ao ver a apresentação inicial "Sony Computer Entertainment"; Pensei comigo mesmo, "Opa, realmente é um exclusivo feito pela própria Sony. Massa."
Mas quando ocorreu a transição e a apresentação da Sony deu lugar ao logo da pata vermelha, meu cérebro escorreu pelas orelhas.
Foi aí que caiu a ficha sobre o comentário de um dos diretores da Naughty Dog, logo após ao lançamento de Uncharted 3, em que em entrevista disse:
"Agora que lançamos o terceiro jogo da franquia Uncharted, nós vamos nos dividir em 2 equipes: Uma que continuará a trabalhar com Nathan Drake, e outra que dará lugar a...outro projeto."
Ao perceber que este era o tal do novo projeto a que se referia, passei a contar os dias em que novas informações fossem divulgadas em relação à esse tal de The Last of Us.
Pois digo que nunca esperei tão ansiosamente por um apocalipse antes.
Ambientação:
The Last of Us se passa nos Estados Unidos pós apocalíptico, resultado de uma epidemia mundial derivada de uma infecção por um fungo que se desenvolve no cérebro das pessoas.
20 anos após à pandemia, encontramos um país em estado distópico, onde o governo é regido por uma força militar decadente, que organizou o que restou da população em pequenos grupos de sobreviventes, localizados no que restou das cidades, cercados por portões, arames farpados e pontos de controle.
Do lado de fora desses pequenos grupos às margens da cidade, estão os Fireflies, uma milícia armada e organizada que quer restituir as formas de governo no país, os Hunters (caçadores), que não passam de bandidos desprovidos de qualquer conceito moral, que matam e saqueiam qualquer um que lhes cruze o caminho, e claro, os Infectados, pessoas que sucumbiram à doença de uma mutação do fungo Cordyceps, e agora perambulam pela cidade grande como sombras violentas das pessoas que um dia foram.
No centro da cidade, os prédios estão todos destruídos, a vegetação nativa os invade, agora que não existe nenhuma intervenção humana, resultando em paisagens lindas, porém cheias de perigo.
A História:
Iniciando com o momento em que a infecção se espalha pelos Estados Unidos, Joel, junto de Sarah, sua filha, e de seu irmão Tommy tentam sair da cidade. Obviamente todo mundo teve a mesma ideia e eles acabam batendo o carro. Fugindo da cidade a pé, com Sarah machucada em seu colo, Joel chega à fronteira da cidade, onde é parado por um membro do exército que recebe ordens de não deixar ninguém sair, nem que seja um pai de família com sua filhinha machucada. Tommy, que havia ficado para trás, chega na hora em que Joel está para tomar o segundo tiro e mata o militar.
20 anos se passaram, e agora vemos um Joel um velho,com alguns fios de cabelo branco, e um tanto quanto "mais bombado".
Ele vive em uma das cidades pequenas guardadas pelos militares, e faz serviços ilegais para ganhar a vida e dinheiro, que agora tem como moeda corrente os vales de ração dados pelos militares.
Indo atrás de um contrabando de armas que deu errado, Joel e sua parceira, Tess, vão ter com Robert, o homem que deveria ter tomado conta das armas, e que acabou vendendo-as para uma das líderes dos Fireflies, Marlene.
Joel e Tess
Ela está machucada, pois os militares os estão caçando um a um, e os Fireflies não passam agora de um pequeno grupinho armado. Marlene diz para Joel e Tess que se eles querem ver as armas de volta, eles precisam contrabandear algo para fora da cidade, ela os leva até seu esconderijo, e descobrem que o que eles tem que contrabandear é uma garota de 14 anos de idade, Ellie.
Ellie
E aí começa o ponto principal do jogo, aquele ponto em que faz o jogador se apegar a personagens nunca antes tão bem construídos em um jogo de videogame.
A ideia inicial era apenas levar a garota para um ponto de controle perto do centro da cidade, onde um representante dos Fireflies estaria esperando, e cuidaria de levá-la em segurança para fora da cidade, por motivos que nem Joel e nem Tess quiseram saber.
Ao chegar lá, encontram o cara que os estava esperando deitado no chão, com um buraco de bala na testa. Tess deve ficar para trás por um motivo específico, e Joel fica com o fardo de levar a garota para fora da cidade, até um hospital onde os Fireflies estão esperando, pois Ellie é imune ao fungo.
Imersão:
Essa é a palavra que define o que o jogo lhe apresenta daqui para frente. Ambientado em um mundo absolutamente violento, o jogador passa por situações em que sobreviver é extremamente difícil.
A munição encontrada é escarça, as armas brancas que você adquire quebram com pouco uso, e os inimigos - tanto os humanos como os infectados- são extremamente inteligentes.
Durante o jogo, assim como no Uncharted, Joel e Ellie conversam. Essas conversas geralmente giram em torno de Joel contando para Ellie sobre como era o mundo "antes de tudo ir para a merda", nas palavras da própria garota.
Sendo um homem velho, amargurado com seu passado, e Texano, Joel não é de conversar muito, e Ellie, como a garota de 14 anos que é, muitas vezes não cala a boca. O que é engraçado nela, é que ela tem uma personalidade muito forte, e fala muito, mas MUITO palavrão, não tem medo de falar o que pensa em TODAS as situações, e a cena em que ela confronta Bill é uma das melhores cenas de Ellie sendo machona.
O video abaixo mostra essa cena e está legendado.
Jogabilidade:
Assim como em Uncharted, trata-se de um jogo de ação em terceira pessoa. O jogador aqui encontra um motor gráfico muito mais realista aos encontrados na franquia anterior da Naughty Dog, e assim como seu predecessor,The Last of Us é um jogo perfeitamente linear, mas com grandes ambientes que permitem boas horas de exploração em busca de munição, itens para poder aprimorar as armas, os bons e velhos itens colecionáveis, além de cartas, jornais, notas e revistas que estão espalhadas ao longo de todo o jogo que foram deixados para trás por outros sobreviventes, ajudando assim a compreender melhor o estado em que o mundo se encontra.
Mas o realismo não está somente em você poder pegar um inimigo pela nuca e dar com a cara dele na quina de uma mesa com força o suficiente para ficar a marca do esguicho do sangue no móvel. Além disso, estão detalhes pequenos, mas que influem em como você vai levar o jogo para frente.
Usando de exemplo todos os outros jogos de tiro em terceira pessoa, quando você mira, a retícula fica perfeitamente parada onde o braço do personagem está apontando, pois este é um exímio atirador com olhos de águia, e seu braço não treme e ele não vacila nunca. Aqui em The Last of Us, quando você manda Joel mirar não é a mesma coisa. É possível sentir que seu braço está pesando, e isso é visível na retícula que fica oscilando para cima e para baixo, de um lado a outro. Um outro exemplo disso são os machucados visíveis no corpo dele, seja quando toma um soco na cara, ou um tiro no braço, podemos ver claramente seu nariz sangrando, e a manga que cobre seu braço ficando vermelha e úmida, com o sangue a lhe escorrer pelos dedos.
Assim como no Tomb Raider ( outro jogo comentado neste blog), The Last of Us partilha dos mesmos pontos em que você entra no personagem devido à violência do mundo. Joel está acostumado com a brutalidade das ruas, e o jogador na pele dele mata seus inimigos da maneira mais brutal possível, mas diferente de Lara Croft, que reage repulsivamente à morte de seus algozes, Joel não liga, pois ou é ele ou eles; esse tipo de comentário em que vemos em Tomb Raider vem da Ellie, que toda vez que matamos algum cara perto dela, ou tacamos um molotov na cara de uma pessoa reage com um "Jesus Joel!", ou um enojado "Fuuuuck..."
E é ela mesmo que ajuda a diferenciar a jogabilidade desta obra prima.
Tente se lembrar de todos os jogos em que este lhe dá um parceiro. Aquela porta em forma humana que fica no seu caminho, erra todos os tiros, morre e faz você voltar naquele checkpoint lá atrás.
Lembrou?
Pois então pode se esquecer, pois aqui, pela primeira vez seu parceiro é inteligente.
Ellie não só não fica em seu caminho, como sabe ajudar nas melhores horas. Ela grita onde estão os inimigos, ao se esconder, ou fica em algum ponto atrás de você para não atrapalhar, ou se esconde entre Joel e o esconderijo, realmente se protegendo do perigo através dele. Além disso, ela ajuda contra os bandidos dando-lhes tijoladas para abrir brechas para o jogador atacar, ou para o proteger enquanto recarrega a arma ou se recupera de algum ferimento. Mas o que mais me impressionou foi o fato de ela ter salvado minha vida infinitas vezes durante o jogo.
Certa vez eu estava enfrentando um bando de bandidos, tentando atirar no que estava escondido à minha frente. Sem perceber, um deles me deu a volta e me agarrou em um mata leão, com pouca vida, era morte na certa. Foi quando Ellie veio por trás do cara, grudou em suas costas como uma mochila, e desferiu várias facadas no pescoço dele, matando-o.
E foi aí que veio o primeiro "Nossa..." que eu soltei, depois de ficar um bom tempo de boca aberta tentando digerir o que acabou de acontecer.
Ellie indicando o perigo.
Se escondendo.
Além de tudo isto, conta o pensamento estratégico. Joel carrega sua fiel mochila às costas, nela estão guardados todos os suprimentos que você adquire durante o jogo, pedaços de pano, bandagens, tesouras, álcool, açucar, pólvora, explosivos e etc. Com tudo isso que você adquire, é possível criar armas para lhe ajudar nos combates, estas armas variam de coquetéis molotov, bombas feitas com latas e tesouras, à pequenas facas e bombas de fumaça. O pensamento estratégico está todo aí, pois ao tirar a mochila das costas para juntar os ingredientes específicos para cada arma, o jogo não pausa. Ou seja, se você tentar montar algo na frente de um Clicker ou de um bandido,vai tomar porrada e tiro na cara.
A tela de criação de materiais.
Junto com os ingredientes que o jogador encontra pelo cenário, ainda estão partes de armas, para você poder justamente aprimorar o seu arsenal. Elas podem ser aprimoradas em certas mesas encontradas no decorrer do jogo.
Aprimorando as armas.
Gráficos da nova geração na geração atual:
É espantoso o que eles conseguiram fazer com o visual deste jogo. Sinceramente, quando divulgaram que este seria um título para o Playstation 3 fiquei um tanto quanto triste e com receio, por imaginar que o resultado final não seria conforme estava sendo mostrado nos vídeos.
A tecnologia empregada aqui foi a mesma que muitas empresas estão usando, a famosa captura de movimentos (Motion Capture). Tudo o que você vê e ouve os personagens fazendo e dizendo, são atores profissionais por trás dos polígonos, e por mais que ainda existam os maldito e odiados gráficos serrilhados do ps3 neste jogo, conseguiram diminuir a um mínimo quase imperceptível, tamanha é a beleza e o trabalho empregado para o melhor jogo desta geração.
A cena a seguir é a mesma mostrada no primeiro vídeo, mas sendo reproduzida ao lado da cena original dos atores no estúdio.
Multiplayer:
Outra coisa que me empolgou foi a notícia de que este jogo teria um multiplayer. Nada foi divulgado a respeito atá a semana de lançamento do jogo, e minha mente explodiu com a genialidade.
Ao entrar no menu Factions pela primeira vez, você é conectado aos servidores da Naughty Dog, e deve escolher entre duas facções para se aliar, os Survivors e os Fireflies.
Após escolher a facção que quiser seguir, segue um tutorial sobre a "historia" em que o multiplayer se passa.
Dentro de 12 semanas um carregamento grande de suprimentos passará por território inimigo que pode dar uma guinada na guerra contra os Fireflies (no caso eu escolhi a facção dos Survivors). Monte acampamento e aguarde pelo carregamento que virá dentro de 12 semanas.
Durante as partidas, você deve ir atrás de suprimentos para sustentar as pessoas do clã de seu personagem. Cada jogador tem o seu clã individual, e o numero de pessoas que o habitam cresce e diminui de acordo com as vitórias e derrotas das partidas, ou se o jogador consegue estocar a quantidade específica diária de suprimentos (Supplies, como está na foto). E assim como no single player, você vai atrás de partes para aprimorar as armas, e ingredientes para fazer as mesmas bombas que Joel faz. As partes coletadas são convertidas em suprimentos ao final de cada partida, e você também pode adquirir suprimentos dos cadáveres de inimigos mortos.
Conforme você vai perdendo, ou simplesmente não consegue pegara quantidade específica de Supplies por dia, sua população vai ficando com fome, adoecendo, e consequentemente morrendo. Para ilustrar bem, peguei uma imagem do meu clã no estado atual.
No momento, minha população está em 64 pessoas, nenhuma pessoa doente ou faminta, e a quantidade de Supplies que eu preciso pegar por dia é de 57. "Por dia" como está descrito ali não significa dia em tempo real do nosso mundo, está relacionado as partidas, em que cada partida conta como um dia da semana.
Mas acho que o mais legal deste multiplayer é o trabalho em equipe, pois tem um certo limite para as vezes em que um jogador pode renascer, e cada vez que um jogador morre, é descontado uma pontuação do time todo. O time que chegar a zero primeiro perde. Isso faz com que os jogadores andem todos juntos, sem fazer barulho, e um tomando conta do outro. Quando um deles fica com a vida esgotada, ele não morre, mas fica caído, comum cronometro descendo acima dele, indicando que está morrendo, nessa hora outro colega do time pode vir e salvar o amigo da morte, antes que seu algoz desfira o tiro ou o golpe final.
E com certeza, a maior satisfação desse modo de jogo é finalizar os oponentes, pois não tem modo melhor de descontar a raiva do que descer a paulada na cara de alguém no chão, ou pressionar a cara de alguém contra o asfalto e dar um tiro de pistola na nuca.
Veredito:
The Last of Us veio para fechar com chave de ouro a vida longe do Playstation 3. A Naughty Dog mostrou que não está no ramo para brincadeira, e eu acho que nunca me apaixonei tanto por personagens de alguma obra como este jogo fez comigo. Usando as palavras ditas pelo Jovem Nerd, "The Last of Us é o melhor jogo da minha vida" resume o que eu tenho a dizer sobre esta maravilha.
Do início triste e caótico, pelo desenvolvimento frio e tenso dos personagens, até o final de amolecer o coração de qualquer brucutu, The Last of Us é experiência OBRIGATÓRIA a qualquer um que se intitula um Gamer.
O Melhor: Finalmente ser capaz de descontar a raiva dando porrada nas pessoas sem ser preso.
O Pior: O jogo tem fim, e 15 horas não foram o suficiente.