12 de dez. de 2012

Jogo Do Ano de 2012

    Vou ser completamente sincero agora, eu estava louco para o VGA desse ano, e eu botava todas as minhas fichas para o Assassins Creed III como jogo do ano. Mas algo deu terrivelmente errado:


    O que aconteceu foi que The Walking Dead ganhou. Entre os concorrentes estavam: Journey, Dishonored, Assassins Creed III e Mass Effect 3. Minha dúvida estava entre AC III e o Journey, que convenhamos o jogo é um espetáculo, mas fui completamente pego de surpresa quando anunciaram THE WALKING DEAD, um jogo de download, um Adventure Game. Agora...eu não joguei essa parada aí, e estou sem saco pra gastar meu dinheirinho em 5 episódios pela PSN.

    Se tem algum maldito lendo isso, me diz se vale a pena nos COMENTÁRIOS (é pra isso que ele serve viu galera?). Quem jogou, por favor me diga se vale a pena gastar dinheiro com isso.

    Outra coisa que me deixou profundamente triste; se Assassins Creed não levou jogo do ano agora em 2012...corrigindo, não levou prêmio ALGUM em 2012, não vai ser nunca que ele ganhe esse tal Game of The Year Award. Ai ai Ubisoft, eu sei que vocês estão dando com a cara na parede agora. EU SEI!!




Peço perdão à meus leitores fantasmas se eu estou sendo um completo dum babaca com esse post, vocês não são malditos, sou um "New Blogger" sem experiência e que está desabafando por causa de uma parada meio...idiota...mas me digam, esse jogo é bom mesmo pra ter ganho um premio de jogo do ano?

10 de dez. de 2012

The Last Of Us

    Agora com data de lançamento e arte de capa, The Last Of Us está cada vez mais perto, confiram no blog da Sony para informações de bonus de pré-venda.


    Depois do Video Game Awards muitas cabeças explodiram com o novo trailer que foi divulgado. Sem gameplay, apenas cutscenes com a história, podemos agora saber que a população encontrou seu fim por causa de não um vírus, e sim um fungo que infectou as pessoas a as fez passarem por mutações, ficando extremamente agressivas do jeito que já conhecemos em tantas histórias. De alguma forma, como é dito no trailer, "Tudo tem à ver com a garotinha"; e é somente isso o que sabemos até agora do envolvimento de Ellie na história. Minha curiosidade está em picos extra-terrestres a esse ponto, e o dia 7 de Maio parece que não chega nunca. 
     No blog oficial da Playstation, a Naughty Dog ainda revela que o jogo terá sim um modo multiplayer, mas não dá detalhe algum. Resta a nós, meros mortais, apenas esperar até que eles divulguem algo, provavelmente mais perto da data de lançamento.

A arte de capa oficial.
Confira aqui o novo trailer:


6 de dez. de 2012

The Video Game Awards



O fim de ano está chegando, e com ele a premiação anual do The Video Game Awards. Falta apenas um dia para o show, jã sabe em quem vai votar?


    Em sua décima edição, The Video Game Awards nos prepara mais um show de fim de ano. Premiando os melhores jogos de cada categoria, assim como nos agraciando com novos gameplays exclusivos e ao vivo.
    O décimo aniversário do evento terá como anfitrião ninguém menos do que Samuel L. Jackson, e contará com gamplays exclusivos de The Last of Us; Gears of War Judgment; South Park: The Stick of Truth e Castelvania Lords of Shadow 2.
    

    O show vai ao ar amanhã (Sexta feira, dia 07.12.12) às 18h, no site www.gametrailers.com . Como o show só vai ao ar amanhã, ainda da tempo de correr e votar em seu jogo favorito de cada categoria. Basta ir no site http://www.gametrailers.com/video-game-awards/vote

4 de dez. de 2012

Review: Far Cry 3

    Far Cry volta com mais uma aventura épica de uma pessoa que se perdeu em uma ilha cheia de criminosos. Agora, é algo que vale mesmo a pena se arriscar, ou a frase anterior foi puro sarcasmo?


    Não faz muito tempo desde a primeira vez que eu ouvi falar desse jogo. A minha reação inicial foi "Nossa...por que mais um FarCry?" Mas aí comecei a ver os videos, ver como estaria funcionando as mecânicas, além de ver o que os sites especializados estavam falando, e minha opinião não mudou. Mas uma vez que você joga, algo acontece dentro de seu cérebro, e tudo na sua vida passa a fazer sentido.
Minha reação ao jogar foi exatamente essa. Fui pego completamente de surpresa, e vamos aos fatos.

A História:

   Você é Jason Brody. Um playboyzinho que foi passar as férias com seus irmãos e amigos em uma ilha deserta. Muita diversão e entretenimento estão aguardando essa garotada. Saltos com paraquedas, nadar com golfinhos, caminhadas na praia, banhos de sol, a tranquilidade de não ter nenhuma civilização por perto, assim como um bando de mercenários traficantes de escravos. O jogo começa com você e seu irmão mais velho presos em uma gaiola de bambu, com o vilão Vaas tirando uma com a sua cara. Logo, vocês escapam, seu irmão morre na tentativa, e você acaba caindo em um rio e desmaia. Quando acorda, descobre que foi salvo por um dos locais, e este te ensina as artes da matança. Bom. Na verdade ele não te ensina nada, apenas diz "Siga seus instintos, a natureza o ajudará", e assim como um certo presidente caçador de vampiros, Jason Brody vira do nada o maior guerrilheiro do planeta, em busca de seus amigos cativos ao redor da ilha. Uma ótima historia pra um filme B que não arrecadaria bilheteria alguma, mas para um jogo até que é suportável. Graças a Deus que a historia não é o forte desse jogo.


Jogabilidade e Mecânicas:


    O que me impressionou nesse jogo foi exclusivamente a jogabilidade, junto com o cenário. a ilha é simplesmente enorme, e você tem livre arbítrio para fazer o que quiser nela. Missões secundárias o aguardam a cada canto, além dos perigos dos guerrilheiros que rondam cada parte, assim como a vida animal. Você percebe facilmente que a ilha está viva ao seu redor, e isso não somente com o jeito que as pessoas reagem a tudo, mas principalmente como elas se comportam quando estão conversando com você. Uma das coisas que fez eu perceber que não é só mais um jogo de FPS foi justamente a interação que os NPCs tem com o seu personagem. Quando eles estão conversando com você, eles te olham no olho, andam, coçam a cabeça e sua expressão facial é impecável. Diferente de muitos jogos do mesmo gênero (FPS de mundo aberto), tipo o Skyrim, Rage ou até mesmo o Dishonored, em que as pessoas que falam com você estão sempre paradas, mexendo somente a boca, e repetindo seguidamente a animação de bater um dos calcanhares no outro pé. Aqui em FarCry 3, você percebe o ótimo trabalho dos atores e dos animadores para por vida em seus personagens.

Vaas, o vilão, lider dos mercenários.

    As opções de jogabilidade variam desde a abordagem mais Stealth ( quando o inimigo não pode saber que você está lá), aos tiroteios mais frenéticos, e ao bom e velho jogo de plataforma, já que você vai ter que pular, escalar, correr e rolar por debaixo de muita coisa. E junto com tudo isso, ainda têm as habilidades.
    As habilidades podem ser compradas com os pontos de experiência que você ganha para cada missão cumprida. Elas vem em 3 "árvores", cada uma com sua especificidade.
    A primeira é focada em habilidades de longo alcance e mobilidade. Aqui você pode aprender a construir granadas, ou a melhorar a sua mira, quando estiver com um Rifle de longo alcance.


    A segunda focaliza em combate direto e em cura. Aqui você pode melhorar suas habilidades de Primeiros Socorro, ou aprimorar sua defesa com explosões e etc.


    E a terceira serve para aprimorar a furtividade e habilidades de sobrevivência, como conseguir mais itens de ervas, ou de animais que você caça, e na furtividade habilidades como diminuir o barulho que você faz quando anda agachado, ou arrastar o corpo de uma pessoa que você acabou de matar.


Os nativos da ilha dizem algo sobre suas tatuagens. Eles dizem que "sua tatuagem lhe mostrará o caminho", com isso, para cada habilidade nova que você adquire, aparece uma tatuagem nova em seu braço, e quando você estiver com ela completa, se tornará um "Verdadeiro Guerreiro".

Uma parte da tatuagem completa.
    Além de tudo isso, eu percebi alguns elementos um tanto quanto "Assassins Creedianos" neste jogo. Vamos relembrar que este também é um game da Ubisoft, assim como o dos assassinos encapuzados.
    O que eu notei foram algumas coincidências com o jeito como você conquista certas coisas; como a visibilidade ampliada do mapa, você deve escalar a torre de radio até o topo, e lá em cima ativar a transmissão, depois, você desce rapidamente por uma tirolesa que o leva para baixo rápida e seguramente. Isso permite que você veja uma parte do mapa que não podia ver antes, além de pontos específicos nele, como pontos de coleta de ervas, pontos de caça e etc; sendo que isso diminiu os preços de armas e acessórios em lojas da região.
    Outra coisa foi o jeito que você pode se esconder no meio de arbustos, e enganar seus inimigos para uma armadilha, por meio de subterfúgios do tipo assoviar, ou jogar uma pedra para fazer ele checar se tem algo errado. E sem falar que, depois de uma certa habilidade, você pode até realizar um "Air Assassination" em dois inimigos de uma vez.

Em Far Cry 3, você muitas vezes será a caça, ou o caçador.


O Veredicto:

    Eu devia ter escrito o Review desse jogo a mais ou menos dois dias atrás. O motivo do atraso foi porque eu simplesmente não consegui parar de jogar. Acho que isso já diz o suficiente como veredicto. Mas, se você espera um jogo com uma história super elaborada, com "plot twists" em todos os cantos, Far Cry 3 não é o seu jogo. Mas se você quer um jogo divertido, com muitas facetas e horas de jogo, pode ter certeza que essa é a escolha certa.

O Melhor: Voar de Asa Delta.

O Pior: O serrilhado da versão de console, que mesmo na resolução 1080p persiste.















27 de nov. de 2012

A Insatisfação Das Desenvolvedoras.

    Enquanto Sony e Microsoft nos presenteiam com sua timidez e negligência. Até as grandes desenvolvedoras como Ubisoft e EA Games mostram sua insatisfação.


    Essa semana o co-fundador e CEO da Ubisoft Yves Guillemot disse para o site Polygon que toda essa espera por um novo console está danificando a industria dos games. O modo como as empresas estão se apegando demais e botando muita fé em seus próprios títulos é algo nocivo para as desenvolvedoras de softwares. Em entrevista ele disse:
"Vocês sabem, nesta indústria, estamos acostumados a trocar de consoles a cada cinco anos. Dessa vez, já estamos no sétimo ano do 360. Nós precisamos de consoles novos, pois sempre no final dos ciclos as vendas tendem a cair, já que não há tanto desenvolvimento de PI (Propriedade Intelectual) novos, e isso tende a danificar a indústria um pouco."
     Acrescentando ele diz que as transições entre um console e outro são as melhores épocas para as desenvolvedoras, porque elas usam esse período para se "reinventarem". Mas como a indústria está praticamente parada, são poucos os títulos originais que estão sendo lançados, a maioria deles é sequência de algo. Podem ver, esse ano já tivemos: Max Payne 3;  Resident Evil 6; Assassin`s Creed III; Mais um Need for Speed (apesar de este ser um reboot) e etc.

Yves Guillemot

Review: Resident Evil 6


    De volta às origens e com um sistema de jogo praticamente "novo", Resident Evil 6 veio para competir com os jogos de ação de 2012. Mas a dúvida é: será que ele consegue se impor e competir com os jogos da Mainstream, ou nao vai passar de apenas um "filme B" dos videogames?


O Marketing:


No início da era de ouro dos videogames,com o advento dos jogos 3D pelo “Playstation” da Sony, a desenvolvedora japonesa Capcom nos agraciou, em 1996, com o primeiro jogo da serie Resident Evil. Desde lá, a franquia vem emplacando um sucesso atrás do outro, sempre causando grandes expectativas quando é anunciado algo novo sobre ele.
Este ano não foi diferente. No início do ano, ocorreram as polêmicas da internet sobre o projeto “S.O.P.A”, o fechamento do site Megaupload pelo FBI, e todas aquelas propagandas conspiracionistas sobre o grupo que se auto-intitula “Anonymous”, estes usando da ferramenta YouTube para espalhar sua mensagem, faziam vídeos com pessoas usando a mascara do filme “V de Vinganca” e tinham como lema “Vocês não sabem quem nós somos. Mas nós sabemos quem vocês são”. Com tudo isso acontecendo, mais os boatos que a Capcom havia divulgado no fim de 2011, o palco estava preparado para uma ótima jogada de marketing.
Em paralelo com tudo isto, foi inaugurado um site na internet chamado www.nohopeleft.com. Este site – criado pela Capcom – utilizou os tablóides conspiracionistas da Anonymous para divulgar a trama de seu próximo jogo. O conteúdo do site era bem específico, vídeos de pessoas correndo nas ruas. Simbolos estranhos pintados nas paredes ao redor do globo. Arquivos de áudio de supostas conversas de um possível ataque biológico na China. Quem conheceu este site estava se perguntando “que negócio é esse?”, até que divulgaram um link com uma foto. Na miniatura da imagem do link, mostrava uma placa de transito chinesa, com o símbolo que era o ícone do site; no link dizia “Check this link. It explains everything” ( Veja este link. Ele explica tudo). Ao clicar nele, você era direcionado imediatamente à pagina do YouTube que continha o trailer de lançamento de Resident Evil 6.

A História:


Aí que está a jogada de marketing. O jogo se passa em uma cidade fictícia na China. Aqui está acontecendo o primeiro ataque bio-terrorista em grande escala, desde o jogo Resident Evil 2, em que uma cidade inteira foi dizimada (Racoon City). O mundo virou um caos. O vírus se espalhou em proporções epidêmicas. A ameaça bio-terrorista parece estar levando a humanidade para o fim de sua espécie. A historia do jogo é dividida em 4 partes que se intercalam e se complementam, sendo que cada parte é vista pelo lado de um personagem  diferente. O time é completo por alguns dos principais personagens da serie, tais como: Leon S.Kennedy, Chris Redfield, Sherry Birkin e Ada Wong; além de introduzir o novato Jake Muller ao elenco.

A Jogabilidade:

           O Grande problema com a franquia Resident Evil é que existem jogadores que cresceram com esses títulos, e simplesmente não aceitam o fato de que a mecânica do jogo mudou. Gerando assim, críticas um tanto quanto bobas à respeito. À partir de Resident Evil 4, a franquia passou a ser um jogo de ação, que apresenta alguns elementos de survival. Mas por que isso? Por que não continuar com a fórmula que fez os jogos antigos serem o que são? A resposta: Desde o jogo 4, os inimigos deixaram de ser zumbis. De lá pra cá os ataques biológicos tomaram outro rumo; surgiram outras experiências, e consequentemente outros tipos de inimigos. Mas vamos adiante.
           O jogo se passa em 4 campanhas diferentes que se cruzam e se complementam, cada uma com seu protagonista e enredo diferente.Quando tudo começou a Capcom divulgava em seus trailers que seriam quatro "modos de jogo" diferentes. A verdade está um pouco longe disso.
            Na campanha do Leon realmente nota-se o ar tenso de um survival horror que fez o nome da franquia. Para entender bem, parecia que eu estava jogando o Resident Evil 4 novamente. Aqui você tem os inimigos clássicos: os zumbis. A história gira em torno de um outbreak que ocorreu em uma universidade enquanto o Presidente dos EUA estava lá, com toda sua comitiva sendo atingida, inclusive ele.
            Já as campanhas do Chris, Jake e Ada, eu realmente senti o atraso tecnológico da "engine" desse jogo. O porque disso é que virou praticamente um jogo de tiro, e convenhamos, se imagine jogando Resident Evil 4, quando de repente seus inimigos começam a atirar de volta.
            A engine é meio atrasada por uma série de fatores, vamos a eles:
  • Para você se esconder e entrar em cobertura contra os tiros em algum murinho ou uma parede, você tem que: Segurar o botão que mira, chegar perto da cobertura e apertar o botão indicado na tela (no meu caso o "X")
  • A câmera não ajuda em praticamente nada durante os combates, já que ela fica perto o suficiente do personagem para você não ver o que está acontecendo do seu lado.
  • Na versão de console pelo menos, até os gráficos chegavam a atrapalhar. Uma hora eles estavam lindos, parecia que eu estava jogando uma CG. Quando de repente dava um brilho, ou uma explosão - algo que deixasse o segundo plano mais claro - fazendo com que aparecesse todo aquele serrilhado que chegava a deformar a forma do personagem e/ou do cenário.
          

O Veredicto:

            Por mais que Resident Evil 6 seja um jogo um tanto quanto atrasado para a tecnologia que temos hoje, e por mais que seja cheio de defeitos. Realmente não deixa de ser um dos jogos imperdíveis deste ano. Completando todas as 4 historias, o jogo deve durar entre 30 a 40 horas. E se você é mais um maníaco viciado em troféus e conquistas, esse "pequeno" tempo de jogo deve dobrar.

O Melhor: Cenas de ação de cair o queixo e uma história bem contada e envolvente são o ponto forte deste capítulo da série.

O Pior: Tirando os defeitos já citados, o pior seria a dificuldade absurda do modo Professional. É o modo mais difícil? É. Mas joguem para ver, aí me entenderão.


26 de nov. de 2012

Review: Assassin's Creed III

Assassin's Creed III

    Desmond Miles está de volta ao que parece ser o fim de uma era. Assumindo o controle de um "novo" ancestral, Assassin's Creed III é realmente uma revolução ou apenas um passeio pela floresta?


    Se existe alguma imagem disponível para descrever a franquia Assassin's Creed, seria aquela de uma figura encapuzada, no parapeito de alguma construção arranha-céu, olhando para a cidade que habita logo abaixo. Isso é o que traduz para nós aquilo que faz essa franquia especial - a incrível atenção prestada aos detalhes, arquitetura magnífica e as situações históricas que não se encontra em nenhum outro jogo - e é exatamente isso o que nos mostra suas limitações, já que é difícil de você ser completamente trasportado para dentro daquela história, como se algo estivesse no caminho impedindo que você realmente pudesse se jogar de peito em todo esse enredo.

    Assassin's Creed III quebra esse paradigma. Utilizando do novo motor gráfico AnvilNext, a desenvolvedora Ubisoft conseguiu finalmente nos botar dentro da história que eles querem nos contar. Nos trazendo ambientações tão ricas em detalhe, com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, tantas pessoas que reagem cada uma de sua maneira às suas ações que é impossível não ficar um tempo parado admirando esse novo universo.

A História:

    Continuando de onde paramos em Assassin's Creed Revelations, o jogo continua exatamente onde seu precursor acabou - como de costume -, com Desmond Miles e sua turma à la Scooby Doo finalmente chegando no templo em que a deusa Juno os mandou. Chegando lá, eles não sabem o que fazer, pois a história de seu antepassado está incompleta, já que tem peças faltando na trama que os impedem de abrir a porta do templo. Em uma simples conveniência de roteiro, Desmond se encontra de volta ao Animus para mais uma viagem histórica ao passado, na pele agora de Connor Kenway. Um Assassino nativo-americano que viveu na época da Revolução Americana.
    Connor Kenway. Filho de um importante homem de negócios britânico com uma índia Moicana, é um Assassino em busca de vingança contra as pessoas que mataram sua mãe e queimaram a sua vila. Agora, aliado à uma Ordem lendária e preso a uma vida que não escolheu, ele vai fazer de tudo para impedir as maquinações Templárias dentro das colônias, se aliando à grandes figuras históricas como George Washington, Paul Revere e Sam Adams, trazendo assim a independência dos Estados Unidos. O Jogo nos coloca em vários momentos importantes dessa etapa da História, tais como a Festa do Chá de Boston, ou as batalhas de Lexington e Concord.

A Jogabilidade:

    Existe uma frase que diz "Quanto mais as coisas mudam, mais elas ficam iguais". Este conceito se aplica totalmente a este jogo. Por mais que a mecânica esteja completamente revisada, AC III ainda é um jogo em que se aplica a mecânica de defesa/contra-ataque, feito completamente novo pela fluidez e a brutalidade com a qual Connor se desfaz de seus oponentes, e muito variado pelo tamanho de seu arsenal.
   Por mais que este seja o jogo que mais focaliza em combate de toda a franquia, ainda existem as missões de infiltração e assassinato em que você não pode ser visto, o que ficou extremamente difícil em algumas partes, dados os objetivos secundários que o jogo lhe fornece.

As Batalhas Navais:

    As missões navais ficaram como missões secundarias que seguem uma história não-linear. Elas consistem em simples missões de reconhecimento de uma área; escolta de navios mercantes e ferozes combates marítimos em meio a tempestades e encostas rochosas.
    A mecânica é bem simples de entender, sempre com 3 tipos diferentes de tiro, como tiros normais de bolas de ferro, ou correntes para derrubar os mastros e etc. Mas já vou dizendo que nada é tão divertido ou gratificante quanto quebrar os mastros do navio inimigo e então invadi-lo. Ou ficar paralelo à ele e acabar com ele com uma única saraivada de canhões.


O Veredicto:

Assassin's Creed é de longe uma das melhores franquias já criadas, assim como uma das minhas séries de jogos favoritas desta geração. Os gráficos estão simplesmente espetaculares para um jogo de mundo aberto, com o cenário rico em vida selvagem nas florestas, e civilizada nas representações de Boston e Nova York
do século XVIII.
    Alguns pequenos bugs ainda persistem, e certas ocasiões o jogo perde a velocidade devido à queda de frame rate (já que eu joguei em console). Assim como muito, mas muito raramente, dava pra se enxergar um pouco de serrilhado nas extremidades de certas localidades, mas nada de exagerado que estragasse com todo o visual e a obra como um todo. Que venha 2013 com a sequência!

O Melhor: Poder usar todas as armas do jogo e mesmo assim dificilmente Connor repetia uma animação durante a luta.

O Pior: Ainda ficar preso às situações em que o jogo não obedece completamente a seus comandos. Fazendo com que você pule para o lado quando quer continuar correndo em cima do muro. Apenas os fortes entenderão.