4 de dez. de 2012

Review: Far Cry 3

    Far Cry volta com mais uma aventura épica de uma pessoa que se perdeu em uma ilha cheia de criminosos. Agora, é algo que vale mesmo a pena se arriscar, ou a frase anterior foi puro sarcasmo?


    Não faz muito tempo desde a primeira vez que eu ouvi falar desse jogo. A minha reação inicial foi "Nossa...por que mais um FarCry?" Mas aí comecei a ver os videos, ver como estaria funcionando as mecânicas, além de ver o que os sites especializados estavam falando, e minha opinião não mudou. Mas uma vez que você joga, algo acontece dentro de seu cérebro, e tudo na sua vida passa a fazer sentido.
Minha reação ao jogar foi exatamente essa. Fui pego completamente de surpresa, e vamos aos fatos.

A História:

   Você é Jason Brody. Um playboyzinho que foi passar as férias com seus irmãos e amigos em uma ilha deserta. Muita diversão e entretenimento estão aguardando essa garotada. Saltos com paraquedas, nadar com golfinhos, caminhadas na praia, banhos de sol, a tranquilidade de não ter nenhuma civilização por perto, assim como um bando de mercenários traficantes de escravos. O jogo começa com você e seu irmão mais velho presos em uma gaiola de bambu, com o vilão Vaas tirando uma com a sua cara. Logo, vocês escapam, seu irmão morre na tentativa, e você acaba caindo em um rio e desmaia. Quando acorda, descobre que foi salvo por um dos locais, e este te ensina as artes da matança. Bom. Na verdade ele não te ensina nada, apenas diz "Siga seus instintos, a natureza o ajudará", e assim como um certo presidente caçador de vampiros, Jason Brody vira do nada o maior guerrilheiro do planeta, em busca de seus amigos cativos ao redor da ilha. Uma ótima historia pra um filme B que não arrecadaria bilheteria alguma, mas para um jogo até que é suportável. Graças a Deus que a historia não é o forte desse jogo.


Jogabilidade e Mecânicas:


    O que me impressionou nesse jogo foi exclusivamente a jogabilidade, junto com o cenário. a ilha é simplesmente enorme, e você tem livre arbítrio para fazer o que quiser nela. Missões secundárias o aguardam a cada canto, além dos perigos dos guerrilheiros que rondam cada parte, assim como a vida animal. Você percebe facilmente que a ilha está viva ao seu redor, e isso não somente com o jeito que as pessoas reagem a tudo, mas principalmente como elas se comportam quando estão conversando com você. Uma das coisas que fez eu perceber que não é só mais um jogo de FPS foi justamente a interação que os NPCs tem com o seu personagem. Quando eles estão conversando com você, eles te olham no olho, andam, coçam a cabeça e sua expressão facial é impecável. Diferente de muitos jogos do mesmo gênero (FPS de mundo aberto), tipo o Skyrim, Rage ou até mesmo o Dishonored, em que as pessoas que falam com você estão sempre paradas, mexendo somente a boca, e repetindo seguidamente a animação de bater um dos calcanhares no outro pé. Aqui em FarCry 3, você percebe o ótimo trabalho dos atores e dos animadores para por vida em seus personagens.

Vaas, o vilão, lider dos mercenários.

    As opções de jogabilidade variam desde a abordagem mais Stealth ( quando o inimigo não pode saber que você está lá), aos tiroteios mais frenéticos, e ao bom e velho jogo de plataforma, já que você vai ter que pular, escalar, correr e rolar por debaixo de muita coisa. E junto com tudo isso, ainda têm as habilidades.
    As habilidades podem ser compradas com os pontos de experiência que você ganha para cada missão cumprida. Elas vem em 3 "árvores", cada uma com sua especificidade.
    A primeira é focada em habilidades de longo alcance e mobilidade. Aqui você pode aprender a construir granadas, ou a melhorar a sua mira, quando estiver com um Rifle de longo alcance.


    A segunda focaliza em combate direto e em cura. Aqui você pode melhorar suas habilidades de Primeiros Socorro, ou aprimorar sua defesa com explosões e etc.


    E a terceira serve para aprimorar a furtividade e habilidades de sobrevivência, como conseguir mais itens de ervas, ou de animais que você caça, e na furtividade habilidades como diminuir o barulho que você faz quando anda agachado, ou arrastar o corpo de uma pessoa que você acabou de matar.


Os nativos da ilha dizem algo sobre suas tatuagens. Eles dizem que "sua tatuagem lhe mostrará o caminho", com isso, para cada habilidade nova que você adquire, aparece uma tatuagem nova em seu braço, e quando você estiver com ela completa, se tornará um "Verdadeiro Guerreiro".

Uma parte da tatuagem completa.
    Além de tudo isso, eu percebi alguns elementos um tanto quanto "Assassins Creedianos" neste jogo. Vamos relembrar que este também é um game da Ubisoft, assim como o dos assassinos encapuzados.
    O que eu notei foram algumas coincidências com o jeito como você conquista certas coisas; como a visibilidade ampliada do mapa, você deve escalar a torre de radio até o topo, e lá em cima ativar a transmissão, depois, você desce rapidamente por uma tirolesa que o leva para baixo rápida e seguramente. Isso permite que você veja uma parte do mapa que não podia ver antes, além de pontos específicos nele, como pontos de coleta de ervas, pontos de caça e etc; sendo que isso diminiu os preços de armas e acessórios em lojas da região.
    Outra coisa foi o jeito que você pode se esconder no meio de arbustos, e enganar seus inimigos para uma armadilha, por meio de subterfúgios do tipo assoviar, ou jogar uma pedra para fazer ele checar se tem algo errado. E sem falar que, depois de uma certa habilidade, você pode até realizar um "Air Assassination" em dois inimigos de uma vez.

Em Far Cry 3, você muitas vezes será a caça, ou o caçador.


O Veredicto:

    Eu devia ter escrito o Review desse jogo a mais ou menos dois dias atrás. O motivo do atraso foi porque eu simplesmente não consegui parar de jogar. Acho que isso já diz o suficiente como veredicto. Mas, se você espera um jogo com uma história super elaborada, com "plot twists" em todos os cantos, Far Cry 3 não é o seu jogo. Mas se você quer um jogo divertido, com muitas facetas e horas de jogo, pode ter certeza que essa é a escolha certa.

O Melhor: Voar de Asa Delta.

O Pior: O serrilhado da versão de console, que mesmo na resolução 1080p persiste.















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