9 de abr. de 2013

Review: Bioshock Infinite

    A serie Bioshock ficou conhecida pela sua inovação no espaço de jogos FPS, tanto pela sua ação tensa,  quanto pela dualidade usando poderes em uma das mãos e armas de fogo na outra. Ao mesmo tempo, a sua história paralela à História humana e suas cidades utópicas dão um teor de imersão ainda maior. Do fundo dos mares até acima das nuvens, a franquia ganha seu terceiro jogo. Confira aqui sua análise.


    Desde o lançamento da série em 2007, exclusivamente para plataformas da Mirosoft (PC E Xbox 360), a 2K Games provou que está no mercado pra provar que sabe o que faz. Um ano depois, em 2008, jogadores de Playstation ficam felizes ao ser lançado o tão aclamado jogo para sua plataforma. Em todo canto conversas sobre o jogo rolavam frenéticas sobre a cidade utópica de Rapture, localizada no fundo dos mares na época de 1960. 
    O segundo jogo, lançado em 2010, trouxe aos jogadores um pouco mais desse mundo distorcido e perturbado, e se passa 8 anos depois dos eventos do primeiro jogo; o jogador entra na pele de Alpha, um humano mentalmente programado para proteger as Little Sisters, envolto por uma armadura, conhecido pelos habitantes de Rapture como Big Daddys.
    Agora, em 2013, a 2K Games nos leva novamente à esse mundo de conspirações e cidades fictícias na pele de Booker DeWitt, na cidade flutuante de Columbia. Anos antes da história original, temos em mãos um possível candidato a Game of The Year no final do ano, na premiação "The Videogame Awards". Vamos aos motivos.


Ambientação:


    O ambiente principal do jogo é a cidade de "Columbia", nomeada em homenagem à personificação feminina dos Estados Unidos, ela é suspensa no ar por um sistema nomeado de "Levitação Quântica".
    Diferentemente do desenvolvimento secreto da cidade submersa de Rapture - ambiente dos 2 primeiros jogos -, Columbia foi construída e "decolada" sobre a supervisão do governo americano em 1901, mais especificamente debaixo de ordens do presidente William KcKinley, que no mesmo ano - na história real - foi assassinado. A cidade foi feita para simbolizar a ideia do Excepcionalismo Americano, que é o conceito de que os Estados Unidos é diferente dos outros países, devido à sua missão de espalhar mundialmente a democracia e liberdade. O jogo mostra esse lado de sua história em seu primeiro trailer, em que é feita uma alusão muito forte à Feira Mundial de 1893, que é um evento que ocorreu em Chicago, com o intuito de celebrar os 400 anos desde que Colombo chegou ao Novo Mundo em 1942. O porque deste evento ser mostrado em Columbia, é que ele foi historicamente importante para a ideologia do Excepcionalismo Americano.
    Para nós da Superfície, a cidade deveria ser um símbolo dessa Feira Mundial, que viaja ao redor do Globo para todos verem e admirar; entretanto, um tempo depois de seu lançamento e pouco tempo antes do início do jogo, a cidade se revelou como uma nave de batalha super bem armada quando atacou a China durante a Rebelião dos Boxers em 1901. Essa foi uma rebelião chinesa - obviamente - que lutava contra o imperialismo estrangeiro e contra o Cristianismo. Com isso, nota-se profundamente os verdadeiros ideais dessa nova máquina de guerra chamada Columbia.
    Depois disso, os Estados Unidos cortaram as relações com a cidade, e logo sua localização foi perdida acima das nuvens, vagando pelos céus e aparecendo eventualmente em certo canto do mundo, somente para impor sua sombra de preconceito e xenofobia para nós na Superfície.


   


A História:


    Em 1912, Booker é contratado pelos gêmeos Lutece para resgatar uma garota contida em Columbia para apagar uma dívida. Os dois irmãos o levam à um farol  localizado perto da costa do Maine, onde ele encontra no topo uma pequena nave (como uma cápsula) que o lança céu acima, levando-o para a cidade voadora.

Os gêmeos Lutece.

    Chegando lá, ele para em uma espécie de templo, em que os habitantes de Columbia reverenciam um homem chamado Zachary Hale Comstock. Este homem, sendo o principal antagonista da história, é o fundador de Columbia e diz que recebeu de um Arcanjo uma visão do futuro,ele é conhecido na cidade como O Profeta.
    Ao chegar na cidade a presença de Booker é deixada de lado pelos habitantes, já que uma comemoração está acontecendo. Mas logo Booker é descoberto por um deles durante o sorteio de uma rifa, a pessoa percebe a marca "A.D" que há em sua mão, e logo começa o tiroteio e a perseguição de nosso protagonista; pois a pessoa que carrega essa marca é o Falso Profeta que Comstock previu que chegaria à Columbia e traria a sua destruição. Se livrando do perigo inicial, Booker continua sua missão.

Comstock. O Profeta.

    Indo no rastro da garota chamada Elizabeth, Booker descobre sua localização dentro da estatua da "entidade" Columbia. Chegando lá, passa por diversas portas e janelas de observação em seus cômodos, pois as pessoas que a prendiam a estudavam, como uma espécie de experiência. Liberando-a de seu cativeiro, ela percebe que não estava simplesmente morando lá, já que ela vê todas as janelas de observação feitas para ela.
    É nessa hora que aparece o guardião de Elizabeth, uma máquina enorme em forma de pássaro conhecida como Songbird, que persegue os dois heróis no decorrer do jogo todo.

Elizabeth.

Songbird. É, quando ele aparece é hora de sentir medo.
    

Jogabilidade:


    A premissa da jogabilidade ainda é a mesma da dos jogos anteriores. Em uma das mãos você empunha uma arma, e na outra você usa as habilidades adquiridas em frascos chamados Vigor. Esses frascos garantem poderes variados, que vão desde lançar uma bola de fogo com a mão, até lançar uma corja de corvos assassinos em seu inimigo. 
    Algo que chama a atenção deste jogo é a interação da Elizabeth com o Booker; o desenrolar de suas conversas, e principalmente o jeito dela falar e se expressar ante diferentes situações é que trazem esse jogo à vida. Assim como Lara Croft no último Tomb Raider, a responsável pela imersão do jogador nessa história está toda nas costas de Elizabeth, em como sua história se desenrola e os reais motivos de Booker ter sido mandado para salvá-la, assim como a relação dela com seu guardião, o Songbird.
    O que mais impressiona é o jeito em que Elizabeth te ajuda durante as batalhas. Mais pra frente no jogo ela começa a usar seus poderes (poderes destruidores, diga-se de passagem) para o seu auxílio, e as formas que ela os usa são muito criativos e eficientes, exemplo:
   Imagine-se cercado de inimigos, tantos que nem suas balas e suas habilidades dos Vigor dão conta, de repente Elizabeth aparece e faz uma nuvem negra de chuva acima deles, com isso você tem a opção de equipar o poder de eletricidade e atirá-lo na nuvem, fazendo assim chover uma tempestade de raios e eliminar todos os seus inimigos de uma vez, e esse é apenas um dos exemplos de como ela pode te ajudar.
   Outro elemento importante são os trilhos aéreos que ligam uma ilha flutuante da cidade à outra, e como você pode usá-los à sua vantagem, usando-os para surpreender seus inimigos e matá-los sem que seja notado, ou para ir de um lugar a outro rapidamente, de acordo com a necessidade de cada situação. Os vídeos à seguir ilustram bem os dois cenários.



O Veredito:

    Bioshock Infinite me surpreendeu por causa de sua habilidade em juntar ficção com acontecimentos históricos, a ótima história e, mais uma vez, personagens que parecem vivos por sua personalidade e interação com o jogador. Como eu disse no início desse review, temos em mãos um possível candidato à Jogo do Ano, e mesmo competindo com The Last of Us, Watch Dogs e Beyond: Two Souls, sinto que temos uma grande competição para o fim deste ano.


O Melhor: A cosplayer Russa de Elizabeth. Sério. Olha pra isso!


O Pior: Não ter um computador bom o suficiente pra rodar o jogo com os gráficos no Ultra.

Nenhum comentário:

Postar um comentário